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Tibial posterior: dor interna no tornozelo e arco

Quando a dor na parte interna do tornozelo afeta o arco do pé?

Você sente dor na parte interna do tornozelo, perto do arco do pé, especialmente depois de caminhar por muito tempo? O pé parece cansar rapidamente, “ceder” para dentro ou perder sustentação ao longo do dia?

Esses sinais podem estar relacionados à tendinopatia do tibial posterior, uma condição que afeta um tendão importante para a sustentação do arco do pé e para o controle do movimento durante a caminhada.

O tendão tibial posterior passa atrás da parte interna do tornozelo e se conecta a diferentes estruturas do pé. A AAOS explica que ele participa de forma importante da sustentação do arco e que sua insuficiência pode estar associada à chamada deformidade progressiva do pé em colapso.

Neste artigo, você vai entender:

  • o que é o tendão tibial posterior;
  • por que ele pode ficar dolorido;
  • qual a relação com o arco do pé;
  • por que caminhar longas distâncias pode piorar;
  • o que significa sentir o pé “cedendo”;
  • como funciona o tratamento conservador;
  • por que o fortalecimento específico é importante;
  • como a fisioterapia pode ajudar.

Dor na parte interna do tornozelo pode parecer apenas uma sobrecarga passageira, mas quando vem acompanhada de perda de resistência ou mudança no formato do arco, merece avaliação cuidadosa.

O que é o tendão tibial posterior?

O tibial posterior é um músculo localizado profundamente na parte posterior da perna.

Seu tendão desce pela perna, passa atrás do maléolo medial — o “osso” da parte interna do tornozelo — e segue até o pé.

Ele se conecta principalmente ao navicular e a outras estruturas do mediopé.

A função do tendão inclui:

  • ajudar a sustentar o arco do pé;
  • contribuir para controlar a pronação;
  • participar da inversão do pé;
  • ajudar na estabilidade durante a caminhada;
  • contribuir para o impulso do corpo.

Fontes do NHS descrevem o tibial posterior como uma das principais estruturas de suporte do arco, justamente por seu trajeto na parte interna do tornozelo e do pé.

Por que esse tendão é tão importante para o arco plantar?

O arco do pé não depende de uma única estrutura.

Ele é sustentado por:

  • ossos;
  • ligamentos;
  • músculos;
  • fáscia plantar;
  • tendões.

O tibial posterior funciona como um componente ativo dessa sustentação.

Quando ele contrai, ajuda a controlar o movimento do pé e a impedir que o arco desabe excessivamente durante o apoio.

Se o tendão perde força ou capacidade de suportar carga, o arco pode se tornar menos eficiente.

O que é tendinopatia do tibial posterior?

A tendinopatia do tibial posterior acontece quando esse tendão apresenta dor e redução de capacidade para lidar com as cargas da rotina.

O NHS Lanarkshire descreve a tendinopatia como um quadro que pode começar com dor e inflamação na parte interna do pé, especialmente ao redor do arco.

Ela pode surgir após:

  • aumento de atividade;
  • excesso de caminhada;
  • mudança de treinamento;
  • retorno às atividades depois de período parado;
  • sobrecarga repetitiva;
  • redução prévia de força ou condicionamento.

Uma fonte do NHS destaca que a tendinopatia pode surgir tanto após fazer mais atividade do que antes quanto depois de um período de menor atividade, quando o tendão passa a tolerar menos carga.

Tendinopatia e disfunção do tibial posterior são a mesma coisa?

Os termos se relacionam, mas podem representar estágios diferentes.

Em fases iniciais, pode haver principalmente dor e alteração funcional do tendão, sem deformidade importante do pé.

Em estágios mais avançados, o problema pode evoluir para disfunção do tibial posterior, com perda progressiva da capacidade de sustentar o arco.

Atualmente, casos mais avançados também podem ser descritos como deformidade progressiva do pé em colapso. A literatura mais recente tem adotado essa terminologia para quadros antes chamados de “pé plano adquirido do adulto”.

Por que surge dor na parte interna do tornozelo?

A dor costuma aparecer porque o tendão passa exatamente pela parte interna do tornozelo.

Quando ele está sobrecarregado, a região pode ficar sensível ao movimento e à pressão.

A pessoa pode sentir:

  • dor atrás do maléolo medial;
  • dor abaixo do maléolo;
  • desconforto no arco;
  • inchaço;
  • dor ao caminhar;
  • piora após longos períodos em pé;
  • dor ao subir escadas;
  • dificuldade para ficar na ponta dos pés.

Fontes clínicas descrevem a dor na face interna do tornozelo e do arco como um dos sintomas mais comuns.

Pode existir inchaço?

Pode.

Em alguns casos, há inchaço ao longo do trajeto do tendão, principalmente na região interna do tornozelo.

A presença de inchaço persistente, piora importante ou dor após trauma deve ser avaliada para excluir lesões mais relevantes.

Por que caminhar longas distâncias pode piorar?

Durante a caminhada, o tibial posterior trabalha repetidamente para ajudar a controlar o pé.

A cada passo, ele precisa suportar e adaptar-se à carga.

Quanto maior a distância, maior o número de ciclos de trabalho.

Se o tendão estiver com pouca capacidade para essa demanda, a dor pode aumentar progressivamente.

O NHS Dorset destaca que a tendinopatia do tibial posterior pode causar dor ao caminhar e que o tendão tem função importante na estabilidade e no suporte do arco.

Pode doer apenas depois da caminhada?

Sim.

Algumas pessoas sentem pouco durante a atividade, mas percebem piora:

  • ao parar;
  • no fim do dia;
  • algumas horas depois;
  • no dia seguinte.

Essa resposta ajuda o fisioterapeuta a avaliar se a carga realizada foi maior do que o tendão conseguia tolerar naquele momento.

O que significa sentir que o pé está “cedendo”?

A sensação de “pé cedendo” pode ter diferentes significados.

Na tendinopatia do tibial posterior, a pessoa pode perceber que:

  • o arco parece baixar mais;
  • o tornozelo inclina para dentro;
  • o pé fica cansado;
  • existe menor confiança no apoio;
  • caminhar exige mais esforço.

Isso ocorre porque o tendão participa do controle do arco e do posicionamento do retropé.

Se sua função está reduzida, outras estruturas precisam assumir mais carga.

O arco pode realmente ficar mais baixo?

Em estágios mais avançados de disfunção do tibial posterior, sim.

A AAOS descreve que a perda progressiva da função do tendão pode estar associada ao achatamento do arco e a mudanças no alinhamento do pé.

Entretanto, nem toda pessoa com dor no tibial posterior apresenta deformidade.

Nas fases iniciais, pode existir dor e fraqueza sem mudança visível importante.

Dor no tendão não significa automaticamente que o arco vai “cair”. Mas alteração progressiva do formato do pé merece atenção porque pode indicar redução maior da função do sistema de suporte.

Por que ficar na ponta dos pés pode ser difícil?

O teste de elevação do calcanhar em uma perna é frequentemente utilizado durante a avaliação do tibial posterior.

Ao ficar na ponta do pé, é necessário:

  • produzir força;
  • controlar o tornozelo;
  • elevar o arco;
  • manter equilíbrio.

Quando o tibial posterior está comprometido, esse movimento pode provocar dor, fraqueza ou incapacidade de realizá-lo adequadamente.

Um material do NHS cita a dificuldade ou incapacidade de realizar elevação unilateral do calcanhar como um achado relacionado à disfunção do tendão.

Não conseguir fazer esse movimento confirma o diagnóstico?

Não.

É apenas um dos achados possíveis.

Fraqueza da panturrilha, dor, equilíbrio reduzido e outras condições também podem dificultar o teste.

Por isso, ele precisa ser analisado junto com outros dados.

Tendinopatia do tibial posterior é igual a pé plano?

Não.

Uma pessoa pode ter pé plano há muitos anos sem dor e sem disfunção do tibial posterior.

Por outro lado, uma pessoa que tinha determinado formato do arco pode desenvolver perda progressiva de sustentação associada à insuficiência do tendão.

A diferença está no comportamento ao longo do tempo, na dor e na função.

O que chama atenção?

Sinais como:

  • um pé ficando progressivamente mais plano;
  • mudança recente no alinhamento;
  • dor na parte interna do tornozelo;
  • dificuldade para ficar na ponta do pé;
  • redução da resistência ao caminhar;

merecem avaliação.

Outras condições podem causar dor na parte interna do tornozelo?

Sim.

Entre as possibilidades estão:

  • entorse medial;
  • síndrome do túnel do tarso;
  • lesões ligamentares;
  • fraturas por estresse;
  • artrose;
  • tendinopatias de outros músculos;
  • lesões do navicular;
  • alterações articulares;
  • problemas neurológicos.

Por isso, a localização da dor não fecha o diagnóstico.

E o túnel do tarso?

No túnel do tarso, pode haver compressão do nervo tibial ou de seus ramos.

Sintomas como:

  • formigamento;
  • queimação;
  • choque;
  • dormência;

podem ser mais típicos de envolvimento neural.

Na tendinopatia do tibial posterior, predominam dor mecânica, fraqueza e dificuldade com a carga.

Quais fatores podem contribuir para o problema?

Não existe uma única causa.

Alguns fatores frequentemente associados incluem:

  • aumento rápido de carga;
  • longos períodos em pé;
  • excesso de caminhada;
  • retorno à atividade após inatividade;
  • sobrepeso;
  • alterações do alinhamento do pé;
  • perda de força;
  • idade;
  • outras condições sistêmicas.

A AAOS destaca que fatores como idade, obesidade e algumas doenças podem estar associados à deformidade progressiva do pé em colapso.

Esses fatores não significam que a pessoa necessariamente desenvolverá o problema.

Quais sinais merecem avaliação?

Procure avaliação profissional quando houver:

  • dor persistente na parte interna do tornozelo;
  • inchaço;
  • dor no arco;
  • dificuldade para caminhar;
  • sensação de pé cedendo;
  • redução progressiva do arco;
  • dificuldade para ficar na ponta do pé;
  • piora recorrente após atividade;
  • mudança visível no formato do pé.

Quando procurar atendimento mais rapidamente?

A avaliação deve ser mais rápida quando houver:

  • trauma importante;
  • incapacidade de apoiar;
  • dor súbita intensa;
  • grande inchaço;
  • deformidade nova;
  • vermelhidão intensa;
  • calor;
  • febre;
  • feridas;
  • piora rápida.

Também é importante investigar perda progressiva de função, porque casos avançados podem exigir abordagens diferentes.

Exames são sempre necessários?

Não.

Em muitos casos, história clínica e exame físico fornecem informações importantes.

O profissional pode avaliar:

  • posição do arco;
  • força;
  • mobilidade;
  • marcha;
  • sensibilidade do tendão;
  • elevação do calcanhar;
  • alinhamento do retropé.

Quando necessário, exames como radiografias, ultrassom ou ressonância podem ajudar a avaliar estruturas e diferenciar estágios ou outras lesões.

Como funciona o tratamento conservador?

Em estágios iniciais, o cuidado geralmente começa de maneira conservadora.

Pode envolver:

  • redução temporária das cargas irritativas;
  • modificação de atividades;
  • fortalecimento;
  • exercícios;
  • calçados adequados;
  • órteses ou palmilhas em alguns casos;
  • fisioterapia.

A literatura indica que órteses associadas a programas de exercício podem trazer benefícios em alguns pacientes, embora a qualidade dos estudos seja variável.

Uma revisão anterior também destacou que não existe consenso absoluto sobre o melhor regime conservador para todos os pacientes.

Como a fisioterapia pode ajudar nesses casos?

A fisioterapia pode ajudar principalmente a recuperar a capacidade do tendão de lidar com carga.

O objetivo não é apenas diminuir a dor, mas melhorar:

  • força;
  • controle do arco;
  • equilíbrio;
  • marcha;
  • resistência para caminhar.

Uma revisão sistemática específica sobre exercícios para disfunção do tibial posterior encontrou evidência limitada e destacou a necessidade de estudos de maior qualidade, mas reforçou o papel do exercício dentro do manejo conservador.

Avaliação da força

O fisioterapeuta pode avaliar:

  • elevação unilateral do calcanhar;
  • força de inversão;
  • panturrilha;
  • musculatura do pé;
  • equilíbrio;
  • controle do tornozelo.

Essas informações ajudam a determinar o nível inicial dos exercícios.

Fortalecimento específico

O programa pode incluir exercícios para:

  • tibial posterior;
  • panturrilha;
  • musculatura intrínseca do pé;
  • tornozelo;
  • quadril;
  • controle do membro inferior.

A intensidade deve progredir conforme a tolerância.

Exercícios excêntricos são importantes?

Podem fazer parte do plano, mas não são a única opção.

Uma revisão sistemática encontrou alguns resultados favoráveis ao exercício resistido progressivo, incluindo abordagens excêntricas, mas destacou que a quantidade e a qualidade da evidência ainda são limitadas.

Por isso, a escolha deve ser individualizada.

Treino de equilíbrio

Quando o pé parece “ceder”, trabalhar equilíbrio pode ajudar a melhorar controle e confiança.

Os exercícios podem envolver:

  • apoio em uma perna;
  • transferência de peso;
  • superfícies seguras com diferentes demandas;
  • movimentos funcionais;
  • mudanças de direção.

Treino da marcha

A fisioterapia pode observar:

  • posição do pé;
  • duração do apoio;
  • distribuição de carga;
  • impulso;
  • rotação do membro;
  • compensações.

O objetivo é melhorar eficiência e reduzir sobrecargas desnecessárias.

Fortalecer o tibial posterior não significa treinar um músculo isolado. O pé precisa trabalhar em conjunto com tornozelo, panturrilha, joelho e quadril durante a marcha.

Como funciona o cuidado na prática?

Avaliação inicial

O profissional pode perguntar:

  • Onde exatamente dói?
  • A dor passa atrás do maléolo?
  • O arco dói?
  • A caminhada piora?
  • Quanto tempo consegue andar antes da dor?
  • O pé mudou de formato?
  • Existe inchaço?
  • Há dificuldade para ficar na ponta do pé?
  • Houve aumento recente de atividade?
  • A dor surgiu depois de período parado?

Essas informações ajudam a compreender a carga sobre o tendão.

Avaliação funcional

Podem ser observados:

  • marcha;
  • postura do pé;
  • elevação de calcanhar;
  • apoio em uma perna;
  • equilíbrio;
  • mobilidade de tornozelo;
  • força;
  • agachamento;
  • subida de degrau.

Controle inicial da carga

Na fase mais irritada, pode ser necessário reduzir temporariamente:

  • caminhadas longas;
  • corrida;
  • atividades repetitivas;
  • longos períodos em pé;
  • exercícios dolorosos.

O objetivo é reduzir a irritação sem eliminar completamente o movimento.

Fortalecimento progressivo

A progressão pode seguir etapas como:

  1. exercícios de baixa carga;
  2. fortalecimento específico;
  3. elevação de calcanhar com os dois pés;
  4. elevação unilateral;
  5. exercícios de equilíbrio;
  6. caminhada progressiva;
  7. atividades funcionais;
  8. retorno ao esporte, quando aplicável.

A evolução depende da resposta do paciente.

Palmilhas podem ajudar?

Podem ajudar em alguns casos.

O objetivo pode ser:

  • reduzir carga sobre o tendão;
  • melhorar suporte do arco;
  • facilitar a caminhada;
  • controlar sintomas enquanto a capacidade do tendão é trabalhada.

Uma revisão sistemática encontrou que órteses combinadas a exercícios pareceram melhorar os resultados quando comparadas a órteses isoladas em alguns estudos, embora a evidência tenha limitações metodológicas.

Por isso, palmilha não deve ser vista como substituto definitivo do fortalecimento.

O problema pode piorar com o tempo?

Pode, principalmente quando há perda progressiva da função do tendão.

Nos casos avançados, podem ocorrer:

  • achatamento do arco;
  • mudança do alinhamento do calcanhar;
  • deformidade mais rígida;
  • dor em outras regiões do pé;
  • maior dificuldade para caminhar.

A AAOS descreve a deformidade progressiva do pé em colapso como um processo que pode evoluir em estágios.

Isso reforça a importância de avaliação quando há mudança progressiva do formato do pé.

Cirurgia é sempre necessária?

Não.

Em fases iniciais, o tratamento conservador costuma ser a primeira abordagem.

Procedimentos cirúrgicos são considerados principalmente em quadros avançados, deformidades importantes ou sintomas persistentes apesar do tratamento adequado.

Uma revisão clínica destaca que o manejo depende do estágio e pode variar desde medidas conservadoras até reconstruções cirúrgicas em casos mais avançados.

Por que contar com uma clínica especializada?

Dor na parte interna do tornozelo pode ter diferentes causas.

Uma avaliação especializada ajuda a identificar:

  • se o tendão tibial posterior está envolvido;
  • se existe alteração do arco;
  • se há perda de força;
  • se existe outra causa para a dor;
  • quais cargas estão piorando;
  • quais exercícios são adequados;
  • se há necessidade de encaminhamento médico.

Na Sistema Fisio, na Vila Lageado, em São Paulo, o atendimento é voltado à avaliação detalhada, cuidado individualizado e recuperação funcional.

Os diferenciais reais da clínica incluem:

  • atendimento individualizado;
  • equipe especializada;
  • avaliação detalhada;
  • estrutura clínica;
  • abordagem integrada;
  • cuidado voltado à recuperação funcional.

Como a Sistema Fisio pode ajudar?

A Sistema Fisio pode ajudar pessoas com dor interna no tornozelo, cansaço no arco e dificuldade para caminhar por meio de uma avaliação individualizada.

O serviço principal relacionado ao tema é a Fisioterapia.

O cuidado pode incluir:

  • avaliação do tendão;
  • análise do arco plantar;
  • avaliação da marcha;
  • teste de força;
  • treino de equilíbrio;
  • controle de carga;
  • fortalecimento específico;
  • exercícios para panturrilha e pé;
  • treino funcional;
  • retorno gradual às caminhadas.

Dependendo do caso, Exercício funcional e Pilates também podem contribuir para força, controle e estabilidade do membro inferior.

Quando houver perda progressiva do arco, deformidade importante ou suspeita de lesão mais avançada, o encaminhamento médico deve ser considerado.

Conclusão

A tendinopatia do tibial posterior pode causar dor na parte interna do tornozelo e do arco, especialmente durante caminhadas longas e atividades que exigem sustentação do pé.

Os principais pontos são:

  • o tibial posterior ajuda a sustentar o arco;
  • o tendão passa atrás da parte interna do tornozelo;
  • sobrecarga pode provocar dor e redução da capacidade;
  • caminhar longas distâncias pode aumentar os sintomas;
  • sensação de pé “cedendo” pode indicar redução do controle;
  • alterações progressivas do arco merecem atenção;
  • fortalecimento específico faz parte do tratamento conservador;
  • palmilhas podem auxiliar em alguns casos, mas não substituem necessariamente o trabalho funcional;
  • a fisioterapia pode ajudar a recuperar força, marcha e estabilidade;
  • casos mais avançados podem exigir avaliação médica especializada.

Se a dor na parte interna do tornozelo está limitando suas caminhadas ou você percebe mudança no arco do pé, procure orientação profissional. A Sistema Fisio pode ajudar a avaliar o quadro e organizar um plano de recuperação individualizado.


FAQ

1. Onde dói na tendinopatia do tibial posterior?

A dor costuma aparecer na parte interna do tornozelo, atrás ou abaixo do maléolo medial, podendo também se estender pelo arco do pé.

2. O tendão tibial posterior pode fazer o arco do pé baixar?

Quando sua função fica significativamente comprometida, pode ocorrer perda progressiva da sustentação do arco e alteração no alinhamento do pé.

3. Caminhar muito pode piorar?

Pode. Caminhadas longas aumentam a carga repetitiva sobre o tendão e podem provocar aumento dos sintomas quando sua capacidade está reduzida.

4. A fisioterapia ajuda na tendinopatia do tibial posterior?

Pode ajudar com controle de carga, fortalecimento, equilíbrio e treino da marcha. A evidência sobre protocolos específicos ainda é limitada, por isso o tratamento deve ser individualizado.

5. Palmilha resolve o problema?

Pode auxiliar a reduzir carga e dar suporte ao arco em alguns casos, mas costuma funcionar melhor integrada a um programa de exercícios e acompanhamento adequado.


Links externos sugeridos

  1. AAOS OrthoInfo — Progressive Collapsing Foot Deformity
    Referência sobre função do tendão tibial posterior, perda de sustentação do arco, sintomas e evolução do quadro.
  2. Calderdale and Huddersfield NHS — Posterior Tibial Tendon Dysfunction
    Material de fisioterapia sobre o trajeto do tendão, sua função no arco e sintomas associados.
  3. NHS Lanarkshire — Posterior Tibialis Tendinopathy
    Fonte institucional sobre dor interna no pé e estratégias de manejo da tendinopatia.
  4. PubMed — Exercise for posterior tibial tendon dysfunction: systematic review
    Revisão sistemática sobre exercícios, fisioterapia e limitações das evidências atuais.
  5. PubMed — Orthotic treatment for stage I and II posterior tibial tendon dysfunction
    Revisão sistemática sobre órteses, calçados e associação com programas de exercícios.